domingo, 8 de Novembro de 2009

Um retrato do processo RVCC…só poderia ser com cores muito vivas


Para realizar o processo, passei por um bom treino intelectual.
Foi essencial pensar e relembrar o passado, as minhas vivências de criança, vivências escolares e profissionais, o que foi muito agradável. Extrai vários valores que estavam arrumados.
Quanto mais trabalho desenvolvia, mais incentivada ficava para continuar e concluir esta viagem colorida pelas novas oportunidades.
Com o tempo, fui-me apercebendo das minhas competências adquiridas nas diversas áreas. Se não fosse a realização do processo, certamente nunca iria reflectir sobre elas e ficaria sem ter conhecimento que as tinha.
Esta viagem foi facilitada pelo profissionalismo e o incentivo da equipa que me acompanhou foi de uma extrema importância para chegar a bom porto.
Para a Dr.ª Filipa Rodrigues, Dr.ª Cristina, Dr.ª Teresa Guarda, algo que posso oferecer e ainda possuir… as minhas próprias palavras.
A minha enorme gratidão.
Para todos os que ainda tenham dúvidas sobre o RVCC deixo esta mensagem:
O tempo não espera por ninguém e não se pode reciclar mas as experiências de vida, sim. Aguardam por ser transformadas em mais valias pessoais e sociais.
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Maria Alice Silva- Candidata RVCC -NB

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Yes I Can


“O caminho mais curto para conseguir fazer muitas coisas é fazer uma de cada vez.”
Este foi o meu lema ao decidir encarar o desafio de completar o 12º ano de escolaridade através do processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências. Não que o tivesse escolhido por ser o mais curto, mas sim por entender que do muito que queria realizar, a melhor opção seria, sem dúvida, dar um passo de cada vez.
Após 20 anos a exercer a minha profissão, como delegado de informação médica, sempre tive a ambição de poder dentro da estrutura de uma qualquer empresa deste ramo, assumir outras funções de responsabilidade, principalmente na área do Marketing Farmacêutico, mas o facto de apenas possuir a frequência do 11º ano de escolaridade no meu Curriculum, sempre foi um entrave que se sobrepôs à experiência conquistada nestas duas décadas. Perante isto, e ao ter conhecimento das possibilidades e potencialidades que as Novas Oportunidades me ofereciam, decidi lançar “mãos à obra”.
Após o primeiro contacto com o grupo e a Profissional, Dra. Filipa Rodrigues, comecei logo por ficar muito entusiasmado com o desafio que nos estava a ser proposto, mas também apreensivo com o grau de dificuldade e exigência que, presumivelmente, iria encontrar. Hoje, posso já adiantar que os meus piores receios se confirmaram quanto à exigência, mas também, com alguns altos e baixos, o meu entusiasmo foi crescendo. Perante as actividades que me foram sendo propostas, senti que todo o trabalho de pesquisa, estudo e reflexão foi melhorando, recebendo como recompensa não só o desenvolvimento destas minhas capacidades, mas também a atribuição de determinada creditação.
Durante o desenvolvimento da minha actividade profissional, fui obrigado a adaptar-me ao aparecimento de novas tecnologias, computadores, PDA`s, telemóveis e respectivos sistemas informáticos, no entanto, realmente estava só adaptado. A utilização e recurso a ferramentas da Web 2.0 neste processo, levou-me a descobrir e explorar novas ferramentas informáticas que até aqui desconhecia por completo e que posso, com algum orgulho, afirmar serem hoje para mim, de utilização quase diária dado o interesse que me provocaram. Maiores exemplos são a construção do e-portefólio Reflexivo de Aprendizagens e a Narrativa Digital, utilizando o Movie Maker e sua posterior colocação no Youtube, efectuando assim aquela que é a grande finalidade das ferramentas da Web 2.0, ou seja, gerar conteúdos nesta imensa rede de utilizadores.
Com estes pequenos/grandes passos que fui dando na descoberta de todas estas novas aprendizagens, posso questionar-me com toda a firmeza, e agora? Paro por aqui? Findo este processo onde tanto me foi dado a descobrir, cada vez tenho mais certezas que não vou mesmo parar. Afinal, quero mesmo fazer muitas coisas, mas vou fazendo uma de cada vez.
Analisando as competências que sinto ter desenvolvido, a autonomia e a auto responsabilização foram aquelas que mais sobressaíram. Enfrentando as dúvidas, e contando com a ajuda particularmente importante da maioria dos companheiros do grupo onde me inseria, as dificuldades foram sendo ultrapassadas, sempre com a colaboração e incentivo da nossa coordenadora de grupo, mas também com um esforço da minha parte que, embora não fosse sobre-humano, me obrigava a ser organizado, metódico e muito rigoroso para comigo mesmo, pois só assim conseguiria conciliar as minhas obrigações profissionais, cada vez mais exigentes e rigorosas, com a minha vontade de concluir este processo com êxito. Pelo meio, um período de um ano onde também não podia deixar para trás a vida familiar, ser pai, marido, filho, sobrinho, genro, primo, tio, etc.
A própria metodologia implementada neste processo, presencial mas com uma componente forte de trabalhos feitos à distância, foi para mim decisiva para que o pudesse concluir. Quantas vezes, recorrendo à Ning ou ao Gmail, tive de testar a capacidade de tolerância e paciência da nossa coordenadora de grupo, para me ajudar a tirar uma quantidade significativa de dúvidas que ia enfrentando, tendo sempre como resposta uma disponibilidade imediata. Ajuda bastante. Aliás, não por receio de o dizer mas sim por o sentir, não encontrei durante este processo nada ou alguém que me tivesse marcado negativamente. Pelo contrário. Tendo optado pelo Inglês para fazer parte da minha formação complementar, não podia terminar este balanço, sem pôr em prática um pouco desta língua, não de uma forma original, mas utilizando um “slogan” de um candidato às últimas eleições Presidências nos E.U.A., e que considero perfeitamente adaptável àquilo que, quase sempre, fui sentindo ao longo desta minha passagem pelo processo de RVCC, e que desejo para outros futuros passos: “Yes I Can”. Eu e todos os que tivermos isto em mente para a vida.
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Joaõ Dias - Candidato RVCC -NS

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Em torno da Abstenção Eleitoral



Podemos salientar três aspectos centrais na comunicação do passado dia 22 de Outubro em que o politólogo Carlos Jalali abordou no debate sobre Abstenção Eleitoral, que teve lugar no Auditório Gabriela Coelho da Escola Secundária com 3º CEB de Pombal.

O primeiro prendeu-se com o conceito de política, e a sua centralidade no nosso dia-a-dia, mesmo que possamos não estar cientes disso.

O segundo teve a ver com a participação eleitoral nas três eleições nacionais de 2009: em especifico, os níveis de abstenção nestas eleições e, mais brevemente, uma análise das suas causas.

Por fim, foi abordada a importância da participação política de uma forma geral, com a participação eleitoral a constituir apenas uma forma de participação política. Neste contexto, a cidadania passa também pela participação cívica e política de todos nós.

Na sequência da comunicação feita, adultos e formadores presentes puderam participar num debate esclarecedor onde o orador convidado dominou a atenção do público pela objectividade, clareza, conteúdo e empatia.

Como diz a Comissão Nacional de Eleições, “O voto constitui verdadeira procuração que o eleitor emite a favor do candidato que politicamente apoia. Na verdade, em termos genéricos, pode dizer-se que, ao votar, o eleitor não só expressa uma opção política como escolhe "procurador" que o há-de representar em defesa dessa opção, ou seja, o seu mandatário. Este, por sua vez, fica obrigado a exercer o mandato em conformidade com a vontade do mandante, sujeitando-se a que este lhe retire a confiança em eleição subsequente, por cumprimento inadequado.” (CNE, http://www.cne.pt, 23.10.2009)
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Jorge Sá- Formador de CE

domingo, 25 de Outubro de 2009

Sessão na Biblioteca


20H00: Hora de telejornais, Hora de jantar, Hora de estar com a família… No nosso Centro, também é a Hora da Sessão de Reconhecimento de CLC.
Pouco a pouco, vão chegando os Adultos para a sessão de hoje. Vêm cansados, depois de um longo dia de trabalho, mas apresentam-se com vontade de partilhar.
O ambiente da Biblioteca é verdadeiramente acolhedor. À nossa volta, um Mundo de histórias observa-nos, pacificamente, à espera de ser conquistado. Até que, de repente, os Adultos se levantam e vão ao seu encontro: os livros são folheados, ora com curiosidade, ora com precaução, ora com entusiasmo…
Vai-se desfazendo a ideia de que “não tenho tempo para ler”, pois o apelo dos livros é mais forte. Cada Adulto escolhe, de acordo com os seus interesses, o seu companheiro dos próximos tempos.
“O Largo” é, também, visitado nesta sessão. Como o nosso Mundo se transforma… Este conto de Manuel da Fonseca desperta recordações, algumas tão antigas que pareciam instaladas para sempre no sótão da memória… “É verdade que, na minha vida, também já assisti a mudanças deste tipo, vou referi-las na narrativa autobiográfica!”
É, então, o início do emergir de histórias bem distantes do Passado. Os Adultos vão registando pequenos apontamentos, à medida que os factos afluem à superfície do pensamento. A reflexão está instalada: “já agora, como será este meu Presente visto daqui a alguns anos?”
22H00. É já o fim da sessão. Passou tão depressa… Foi um prazer! Até à próxima!~
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Lídia Rbeiro - Fomadora de CLC

terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Para uma cidadania activa


No âmbito da área de Competências-chave Cidadania e Empregabilidade o Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária com 3º Ciclo de Pombal propõe mais um espaço de reflexão e de debate. Desta vez sobre a abstenção eleitoral.

Participe!

sábado, 17 de Outubro de 2009

Participação no Creative Learning


Retomando a metáfora da história usada pelo Doutor Fernando Costa, na sessão de encerramento da Conferência Creative Learning, ocorre-nos partilhar a representação do que foi a nossa participação.

Aceitámos o desafio lançado pela ANQ, na sequência de uma reunião de acompanhamento e monotorização, e integrámos o painel “Personal Learning Environments”.

Fizemo-lo com o exacto dever de quem se descobre chamado a ser protagonista na história da (r)evolução da educação e formação de adultos, adjuvante no processo de upskilling, reskillings, numa valorização do capital humano em detrimento do determinismo tecnológico.

Partilhámos a nossa experiência de utilização de ferramentas da Web 2.0 no processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências de nível secundário, com o objectivo de motivar e capacitar os adultos que nos procuram para a Aprendizagem ao Longo da Vida, na valorização do carácter social da aprendizagem e na centralidade do indivíduo na definição de curricula.

Descobrimo-nos no meio de um elenco de personagens pouco usual.
Vindos do Canada, Inglaterra, França, Bélgica, Espanha, Portugal, do mundo empresarial, universitário, organismos públicos e privados, todos contribuíram para um espaço de partilha e de interpelação: a inovação implica mudanças em nós próprios.

Uma ambiência inovadora e uma história em aberto.
Cada um dos participantes ficou com a inquietação e reponsabilidade de criar meios para escrever os próximos capítulos da história do Creative Learning.

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Cristina Costa - Coordenadora Pedagógica

domingo, 11 de Outubro de 2009

Creative Learning


A Agência Nacional para a Qualificação vem divulgar junto de V/ Exas a Conferência Creative Learning - Innovation Marketplace, uma iniciativa da Associação Industrial Portuguesa (AIP) que conta com a colaboração da Agência Nacional para a Qualificação, I.P.

Desenvolver uma liderança mundial, ancorada em instrumentos e saberes que conduzam à aprendizagem informal e não formal, ao empreendedorismo, à inovação e à criatividade, no seio de uma Europa multicultural, é o grande objectivo desta conferência que terá lugar nos dias 15 e 16 de Outubro, no Centro de Congressos de Lisboa, repartindo-se, através de mostras, workshops e intervenções, em três grandes áreas: Bussiness Inovation (remete para a renovação da Estratégia de Lisboa); Creative Learning (foca temas como a aprendizagem ao longo da vida e introduz um novo conceito - "Learnovation"), Changing Society (considera a alteração de paradigmas sociais resultantes da inovação e da criatividade).
Come to the Core!


Nós estaremos lá!